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Ser Intérprete de Língua Gestual Portuguesa: Passado, Presente e Futuro

A versão em português escrito encontra-se a seguir.

22 de Janeiro: Dia Nacional do Intérprete de Língua Gestual Portuguesa

O Dia Nacional do Intérprete de Língua Gestual Portuguesa (iLGP) não é apenas uma data simbólica no calendário – é um marco na história da Comunidade Surda e na luta pelo reconhecimento da profissão de intérprete.

A sua origem remonta a 1991, quando um grupo de pioneiros da interpretação, na sua maioria Filhos de Pais Surdos (CODA – Children of Deaf Adults), que durante anos desempenharam a função sem qualquer reconhecimento profissional, decidiu unir esforços e fundar a Associação de Intérpretes de Língua Gestual Portuguesa (AILGP). O principal objetivo era garantir o reconhecimento da profissão, destacando o papel essencial do iLGP como elemento facilitador na comunicação entre as comunidades surda e ouvinte e defender os interesses da classe profissional.

AILGP - Logótipo

A AILGP teve um papel fundamental em momentos decisivos, como a elaboração do primeiro Código de Ética e Deontológico do iLGP e a sua integração na Comissão para o Reconhecimento e Proteção da Língua Gestual Portuguesa (CPRPLGP), criada em 1995. A principal conquista concretizou-se em 1997, quando a Língua Gestual Portuguesa (LGP) foi reconhecida na 4.ª Revisão Constitucional da Constituição da República Portuguesa (CRP).

Graças ao incansável trabalho da CPRPLGP, este reconhecimento abriu portas para a regulamentação da profissão, consolidada em 1999 com a Lei 89/99, que definiu as condições de acesso e exercício da atividade de intérprete de LGP.

No entanto, apesar da sua importância histórica, a AILGP enfrentou desafios que culminaram na sua extinção. Problemas financeiros, escassez de recursos humanos e as próprias mudanças na profissão levaram à fragmentação da base associativa. Atualmente, existem duas associações de iLGP que dão continuidade ao trabalho de representação e defesa dos profissionais:

Após esta breve contextualização histórica sobre o Dia Nacional do Intérprete de Língua Gestual Portuguesa, partilharei neste artigo algumas reflexões, sob um olhar muito pessoal, sobre Ser Intérprete de Língua Gestual Portuguesa no presente, estabelecendo ligações entre o passado, presente e futuro, com base na minha história de vida e na forma como ela influencia

o meu modo de estar, sentir e ser intérprete de LGP.

A minha história e o meu percurso

O meu nome é Cidália Correia Jesus / Nome gestual (NG) [Cowboy / Cowboy Intérprete / Cowboy Filha] e sou intérprete de LGP há um pouco mais de 30 anos.

O meu NG reporta-me ao meu pai e ao seu NG. Vários Filhos de Pais Surdos / CODA de gerações mais antigas adquirem o NG dos seus pais, ou seja, [Cowboy Filha], que significa “a filha de”. O meu pai, NG [Cowboy], a quem os seus pais, os meus avós, vestiam de cowboy para evitar birras ao ser deixado na escola interna, onde ficava durante a semana e regressava a casa apenas ao fim-de-semana e nas férias, e era apaixonado por filmes de cowboys. Foi essa paixão que lhe atribuiu este nome gestual, que o acompanhou para sempre.

Rapaz vestido de Cowboy, foto em sépia.
José Correia, pai da Cidália, vestido de cowboy, o que lhe atribuiu o seu nome gestual [Cowboy]. Foto cedida por Cidália Jesus.

Sou Filha de Pais Surdos / CODA (Children of Deaf Adults). Na verdade, não só os meus pais são surdos, mas também os meus avós e tios-avós paternos, formando um núcleo familiar próximo e muito presente na minha infância. Do lado materno, também tenho tios e tias surdos e, como no meu caso, primos ouvintes. Cresci num ambiente bilingue e bicultural, onde a Língua Gestual Portuguesa era e é a língua natural da família.

A minha ligação à Comunidade Surda começou desde cedo. O meu tio-avô NG [168], um dos fundadores da Associação Cultural de Surdos da Amadora (ACSA), levava a família para as atividades da associação, onde eu também participava.

(É interessante notar que, na época do meu avô NG [117] e do meu tio-avô NG [168], os nomes gestuais atribuídos aos alunos surdos, apenas rapazes, da Casa Pia correspondiam aos seus números de aluno, uma prática comum naquela instituição).

O meu pai, NG [Cowboy], foi sócio da Associação Portuguesa de Surdos (APS) desde a juventude. Casapiano, filho e sobrinho de surdos casapianos, aprendeu língua gestual com os seus pais e tios surdos, apesar de ter sido criado nos primeiros anos pelos seus avós ouvintes. Apaixonado por desporto, foi futebolista surdo, mais tarde responsável pela secção desportiva da APS, e ainda presidente da direção da Associação de Surdos do Concelho de Almada (ASCA), cuja sede, durante muito tempo, foi a nossa casa.

Na ASCA, tudo acontecia dentro de casa – as reuniões, os telefonemas, a escrita e envio de cartas e faxes. Muitas dessas tarefas eram feitas com a minha ajuda. Eu redigia cartas, fazia chamadas, ajudava a organizar eventos e, sem me aperceber, estava já a interpretar.

 

Três homens a conviver.
Reunião da Associação de Surdos do Concelho de Almada (ASCA), com sede na casa da família Correia. José Correia, NG [Cowboy], à direita, nessa altura Presidente da ASCA. Foto cedida por Cidália Jesus.

Apesar de ter primos CODA, foi no contacto com outros filhos de pais surdos, alguns mais velhos, que comecei a reconhecer traços comuns entre nós – as brincadeiras, o tipo de conversas, a linguagem utilizada, as histórias e as peripécias vividas com os pais surdos. Detalhes que, por algum motivo, nunca tinha identificado nos meus primos.

A identidade de um Filho de Pais Surdos / CODA é fluida e molda-se ao longo da vida. O facto de eu e os meus primos termos idades diferentes, interesses diferentes, amigos diferentes, experiências diferentes e dinâmicas familiares diferentes influenciou a forma como nos identificamos como CODAs.

A interpretação começou de forma natural – em casa, na escola, no médico, nas associações. Foi ao ver uma prima mais velha a trabalhar como intérprete remunerada que me apercebi de que já desempenhava um papel profissional. A primeira geração de intérpretes CODA transmitiu à minha geração a energia e a vontade de profissionalizar a interpretação em LGP e lutar pelo seu reconhecimento.

Em 1994, registei-me como profissional liberal e comecei a trabalhar como intérprete, mesmo sem formação específica. Só mais tarde, em 1998, é que obtive formação formal, ao concluir o Curso de Reciclagem para Intérpretes de LGP, promovido pela APS e pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

Ao longo dos anos, trabalhei em várias áreas: associativo, desportivo, jurídico, familiar, de saúde, académico, religioso, televisivo e político.

ILGP I Congresso Nacional da Juventude Surda
A interpretar o I Congresso Nacional da Juventude Surda, em 1999. Foto cedida pela Cidália Jesus.

Em 2001, aceitei um convite para trabalhar na Associação de Surdos da Ilha de São Miguel (ASISM), nos Açores. Na altura, a falta de iLGP na região criava enormes barreiras para a Comunidade Surda, o que resultou numa ligação imediata entre mim e aqueles que vieram a tornar-se não só beneficiários do meu trabalho, mas também grandes amigos. O que deveria ser uma experiência temporária, de um ano, acabou por se transformar numa vivência de 15 anos (2001-2016).

Foi nesse período que assisti a duas conquistas importantes:

  • A introdução da interpretação em LGP nos noticiários da RTP Açores, garantindo acesso à informação televisiva à comunidade surda da região.
  • A entrada de intérprete em contexto escolar, no acompanhamento de alunos surdos, o que mais tarde abriu portas para a realização de concursos públicos para contratação de iLGP na área da educação.

O trabalho desenvolvido nos Açores foi, sem dúvida, um dos momentos mais marcantes da minha carreira, não só pela transformação que ajudou a impulsionar, mas pela relação de proximidade e confiança que se criou com a Comunidade Surda açoriana.

Comunidade Surda açoriana com t-shirts azuis em comemorações do Dia Mundial do Surdo.
Comunidade Surda Açoriana em comemorações do Dia Nacional e Mundial do Surdo, com a Cidália à direita. Ema Gonçalves, Presidente da Associação de Surdos da Ilha de São Miguel (ASISM), sentada no degrau, à direita. Foto cedida por Cidália Jesus.

Em 2016, regressei ao Continente por motivos de saúde familiar, o que me levou a dedicar-me temporariamente ao trabalho como freelancer. No entanto, trazia comigo um novo objetivo prioritário: obter formação académica. Sentia que, apesar da minha experiência, a formação era essencial para consolidar conhecimentos e acompanhar a evolução da profissão. Assim, nesse mesmo ano, ingressei na licenciatura em Tradução e Interpretação de LGP na Escola Superior de Educação de Setúbal (ESE), que concluí em 2019.

Atualmente, sou intérprete e funcionária da Federação Portuguesa das Associações de Surdos (FPAS), algo que considero uma honra, pois mantém-me diretamente inserida no movimento associativo surdo, mesmo que numa estrutura de características mais institucionais.

A interpretar o Pedro Costa, Presidente da Federação Portuguesa das Associações de Surdos, numa entrevista para a SIC, na Concentração Nacional pela Acessibilidade, no dia 15 de novembro de 2024. Foto de Ângelo Bártolo | Signomy.

Um breve olhar pelo Passado, Presente e Futuro

A evolução do perfil dos Intérpretes de Língua Gestual Portuguesa (LGP), com a crescente predominância de diplomados do ensino superior, trouxe desafios à identidade profissional, à qualidade e ao futuro da interpretação em Portugal.

Os Intérpretes CODA, pioneiros na área, desempenharam um papel essencial na profissionalização da interpretação, graças à sua experiência de vida e profundo conhecimento da cultura surda, o que lhes conferia uma credibilidade especial junto da comunidade. No entanto, o número de CODA na profissão tem vindo a diminuir, resultando num distanciamento progressivo entre os intérpretes e a Comunidade Surda, com impacto na qualidade da interpretação.

Por outro lado, os Intérpretes Formais, reflexo da expansão da profissão, surgiram com a criação de cursos de interpretação de LGP no ensino superior, democratizando o acesso à profissão e garantindo uma formação teórica e prática mais estruturada. Apesar disso, a falta de contacto direto com a comunidade surda pode limitar a compreensão de nuances linguísticas, culturais e sociais.

O surgimento desta nova geração de intérpretes trouxe novas competências e uma abordagem mais académica, baseada em princípios éticos, técnicas de tradução e estudo aprofundado da língua. No entanto, é fundamental encontrar um equilíbrio entre conhecimento teórico e imersão cultural, garantindo que a identidade da profissão continue enraizada na comunidade que serve.

Interpretes no Congresso Mundial de Surdos em Brisbane, Austrália
As intérpretes portuguesas no Congresso Mundial de Surdos, em Brisbane, Austrália, em 1999. Da esquerda à direita, Ana Silva, Ana Cristina Reis, Maria José Freire e Cidália. Foto cedida por Cidália Jesus.

A perceção dos intérpretes CODA: um peso inaceitável

Os intérpretes CODA são frequentemente vistos como uma bênção, mas essa perceção pode tornar-se um fardo. A expectativa de perfeição, a pressão pelo domínio absoluto da língua e cultura surdas e a constante comparação com um padrão ideal geram níveis elevados de stress e, em casos extremos, levam ao afastamento da profissão.

A crença de que os CODA são “nativos” e, portanto, infalíveis, ignora os desafios da interpretação em contextos complexos e a necessidade de formação contínua. Esta visão cria uma falsa ideia de excelência inata, colocando uma pressão desnecessária sobre estes profissionais. O receio de não corresponder às expectativas, seja por parte de outros iLGP ou da própria Comunidade Surda, pode levá-los a hesitar em admitir dificuldades, comprometendo a qualidade da interpretação.

Paralelamente, a forte ligação dos CODA à comunidade faz com que muitos recorram a membros ilustres da mesma para esclarecer dúvidas. No entanto, a constante comparação com outros intérpretes e a sensação de não pertencer totalmente a nenhum grupo podem resultar em isolamento profissional e diminuição da autoestima.

Para alterar esta percepção, é essencial reconhecer que a diversidade de perfis enriquece a profissão. Tanto os intérpretes CODA como os formados no ensino superior e os intérpretes surdos trazem contributos valiosos e complementares.

Os intérpretes surdos, em particular, possuem uma perspetiva única sobre a língua e a cultura surdas. A sua experiência enquanto membros da comunidade permite-lhes um conhecimento aprofundado das nuances culturais e sociais, essenciais para a interpretação. Valorizar o seu papel reforça a importância da diversidade e da representatividade na profissão.

A interpretar (à esquerda) com o apoio da intérprete Ana Silva (à direita) no Congresso Mundial de Surdos, em Brisbane, Austrália, em 1999. Aqui é visível a grande diversidade de intérpretes e tradutores - ouvintes e surdos, para diversas línguas gestuais, orais e tácteis, para que todo o mundo pudesse aceder ao Congresso.

Combater o preconceito contra os Intérpretes

O preconceito contra os iLGP, muitas vezes associado a más práticas de alguns profissionais, leva a uma visão negativa e estereotipada, prejudicando tanto a confiança na profissão como a qualidade da interpretação.

É fundamental desmistificar a ideia de que a interpretação é uma tarefa simples e acessível a qualquer pessoa. O facto de um CODA saber comunicar em LGP não significa, por si só, que possua as competências técnicas necessárias para ser intérprete. A interpretação exige formação especializada, domínio linguístico e um conhecimento aprofundado das dimensões culturais.

A idealização dos intérpretes CODA precisa de ser abordada de forma aberta e honesta. Para combater o preconceito e a discriminação na profissão, é essencial investir na formação contínua, que considero indispensável para todos os intérpretes e que deveria ser obrigatória.

Ao reconhecer e valorizar a diversidade de perfis entre os intérpretes, promover espaços de diálogo, implementar códigos de ética mais rigorosos e incentivar a formação contínua, estamos a construir uma profissão mais justa e equitativa. Esse compromisso com a diversidade e o respeito não só fortalece a prática da interpretação, como também contribui para uma melhor comunicação e compreensão na sociedade como um todo.

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A interpretar os representantes do Movimento Surdo, na Concentração Nacional pela Acessibilidade, no dia 15 de novembro de 2024. Atrás, está a colega Inês Lino, e do lado esquerdo da Cidália, a colega Sofia Figueiredo. Foto de Ângelo Bártolo | Signomy.

As implicações da perceção da Comunidade Surda em relação aos intérpretes CODA

A perceção dos CODA como “nativos” da LGP cria uma dinâmica complexa dentro da Comunidade Surda.

Por um lado, são vistos como modelos a seguir, o que lhes impõe uma pressão adicional para corresponder a essas expectativas. Por outro, essa idealização pode gerar desconfiança entre colegas de profissão, como intérpretes surdos ou licenciados em iLGP, que não partilham a mesma experiência de vida.

A sobrevalorização da experiência dos CODA levou, em alguns casos, à subvalorização das qualificações e competências de outros profissionais. Isso pode resultar em sobrecarga e isolamento, pois são frequentemente considerados os únicos capazes de satisfazer as necessidades da comunidade.

Como a profissão de iLGP ainda carece de regulamentação legal, muitos CODA têm procurado complementar a sua experiência com formação académica, ingressando em licenciaturas e pós-graduações na área. Esta necessidade de adaptação tem gerado – e continua a gerar – tensões e conflitos de identidade dentro da profissão.

Na minha visão, a experiência dos CODA continua a ser um complemento valioso à formação académica, e a sua ausência cria lacunas no conhecimento, na formação e na prática profissional. No entanto, a valorização da diversidade de perfis entre intérpretes é essencial para garantir a qualidade dos serviços e a plena acessibilidade da Comunidade Surda.

Cidália com Artur Albuquerque, um dos intérpretes pioneiros, uma grande referência de intérprete CODA e antigo Presidente da Associação de Intérpretes de Língua Gestual Portuguesa. Foto cedida por Cidália Jesus.

Estratégias para promover a valorização da diversidade

Para que a profissão de iLGP seja mais justa e equitativa, é essencial valorizar a diversidade de perfis e experiências.

A formação contínua é fundamental para que os intérpretes se mantenham atualizados e aprofundem o seu conhecimento sobre a cultura surda. Paralelamente, a promoção da visibilidade das diferentes trajetórias profissionais – CODA, intérpretes surdos e licenciados – ajudaria a destacar as contribuições de cada grupo.

Fomentar espaços de diálogo entre intérpretes e a Comunidade Surda é igualmente essencial, permitindo a partilha de experiências e um entendimento mais profundo dos desafios da profissão.

Por fim, apesar do crescimento da investigação académica sobre a interpretação em LGP, é necessário incentivar ainda mais estudos na área, promovendo uma reflexão contínua sobre as melhores práticas e o futuro da profissão.

Uma Nota Final: A importância de comemorar o Dia Nacional do Intérprete de LGP

Concentração Nacional pela Acessibilidade, com a mobilização da Comunidade Surda, incluindo vários intérpretes (e futuros intérpretes) de Língua Gestual Portuguesa, no dia 15 de novembro de 2024. Foto de Ângelo Bártolo | Signomy.

O Dia Nacional do Intérprete de Língua Gestual Portuguesa é um momento de reconhecimento, mobilização e ação.

Aproveitando a visibilidade deste dia, devemos unir os profissionais da interpretação em LGP, a Comunidade Surda e a sociedade em geral para valorizar a profissão e defender publicamente os direitos dos intérpretes. Mais do que uma celebração, este é também um momento para reivindicar políticas públicas que garantam o acesso à interpretação em todas as dimensões da vida das pessoas surdas, assegurando, assim, a plena acessibilidade em LGP.

Com os holofotes voltados para a profissão, é essencial promover ações que contribuam para uma maior divulgação do trabalho dos intérpretes – uma profissão tantas vezes visível, mas ainda desconhecida e incompreendida por muitos. Este dia deve ser um ponto de encontro para os iLGP, fortalecendo os laços profissionais e incentivando a partilha de experiências através de palestras, workshops, seminários ou outras iniciativas ligadas à interpretação em LGP.

Além disso, o impacto e o alcance das redes sociais podem ser aproveitados para criar campanhas de sensibilização que destaquem a importância da profissão e os desafios enfrentados pelos intérpretes.

Para mim, refletir sobre este dia é recordar os colegas iLGP-CODA, pioneiros na profissão, a quem guardo um profundo carinho e estima. São profissionais que dedicaram as suas vidas à interpretação e que merecem ser lembrados e homenageados.

Celebrar esta data é olhar para o passado com gratidão e para o futuro com otimismo. Ao destacar a importância da nossa profissão, podemos inspirar novas gerações de intérpretes e fortalecer as nossas lutas. É hora de unirmos forças para construir um futuro mais justo e equitativo, consolidando os laços com a Comunidade Surda e promovendo o reconhecimento da interpretação em LGP como um pilar essencial da acessibilidade.

Feliz Dia Nacional do Intérprete de Língua Gestual Portuguesa!

Cidália Jesus

Intérprete de Língua Gestual Portuguesa e CODA, com mais de 30 anos de experiência, trabalha na Federação Portuguesa das Associações de Surdos e tem um percurso ligado ao movimento associativo. Apaixonada por cães, é mãe-dona do Balu, o seu David Bowie de 4 patas.